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clareamento dental

Cor dos dentes: uma experiência de percepção

Uma percepção. Uma sensação provocada pela ação da luz sobre o órgão da visão e decodificada pelo cérebro. Podemos chamar isso de cor.

Já nos dizia Goethe: “As cores são ações e paixões da luz”.

Sim, as cores são propriedades da luz. Esta incide sobre os elementos físicos e químicos (objetos) criando o espetáculo das cores por efeito de absorção, dispersão, reflexão e refração.

E para criar esta percepção precisamos de algo mais. Precisamos interpretá-la. Precisamos dar nossa opinião, já que ninguém vê as cores da mesma maneira.

Assim, quando unimos luz, um observador e sua interpretação da sensação que seu olho está captando, temos cor.

Mas você deve estar se perguntando o que tudo isso tem a ver com a cor de seus dentes.

Observe a foto abaixo.

anatomia do dente

Ela mostra a constituição de um elemento dental. Quem dá cor ao dente é a dentina. A camada mais externa, chamada esmalte, é translúcida (transparente). Se olharmos novamente a imagem, podemos ver que a ponta do dente tem mais esmalte (mais translúcido) e por isso é mais clara. Já próximo à gengiva temos mais dentina e menos esmalte. Essa área acaba tendo um tom mais escuro. Assim, um mesmo dente pode ter uma ampla variação na sua tonalidade.

Também temos variação de dentes para dentes (os quatro dentes da frente, que são chamados incisivos, são mais claros que os caninos, por exemplo) e nos arcos dentais, sendo o inferior levemente mais “escuro” que o superior.

Para sabermos a cor de um dente, precisamos entender que a cor apresenta três propriedades ou dimensões que fazem com que um objeto seja visível à luz que incide sobre ele a partir de uma fonte externa, conforme o sistema de cores de Munsell:

Esquema de cor Munsell

 

  1. Matiz, que é o nome da cor (vermelho, azul, verde…)
  2. Valor, que é luminosidade da cor, ou seja, se ela é clara ou escura, considerando uma escala de preto ao branco, com graduações de cinza
  3. Croma como o grau de saturação, que determina a força, a intensidade ou a vivacidade de uma cor, se ela é fraca ou forte (verde forte, azul bebê, rosa pink…)

A cor dos dentes também é regida por estas três propriedades. Temos quatro matizes na Odontologia:

  1. A (amarronzado)
  2. B (amarelo-alaranjado)
  3. C (cinza-esverdeado)
  4. D (rosa-avermelhado).

 

Já os cromas são: A1, A2, A3, A3.5 ,A4, B1, B2, B3, B4, C1, C2, C3, C4, D2, D3, D4. O 1 seria “mais claro” e o 4 “mais escuro”.

Clareamento dental

Então A, B C e D são os quatro matizes (cores) dos dentes. No clareamento, não conseguiremos modificá-las. Mas poderemos alterar o croma e o valor.

Quando iniciamos o clareamento dental, fazemos o registro da cor dos dentes do paciente através de uma escala de cor e fotografias. Anotaremos matiz e croma para comparar com o final do tratamento.

escolha de cor clareamento

Como exemplo, se diagnosticarmos um paciente com cor A3, poderemos chegar em uma cor A1 depois do clareamento. Isso significa que conseguiremos clarear o dente dentro de um mesmo grupo de cor, ou seja, tornaremos o dente mais claro. Mas um dente de matiz A no início do tratamento continuará sendo A ao final deste.

Se você quer ter um dente realmente branco (lembrando que esta cor não existe nos dentes naturais) ou mudar o matiz de seus dentes (de C para A, por exemplo) deverá procurar tratamentos restauradores como próteses fixas, facetas e lentes de contato em cerâmica, que serão assuntos aqui do blog futuramente.

Gostou do texto? Ainda tem dúvidas? Deixe seu comentário.

Terei o maior prazer em responder.

Um  grande abraço para todos.

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