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respiração bucal

Respiração bucal e suas consequências

Seu filho tem dificuldades para dormir e acorda com olheiras? Apresenta cansaço frequente e está mal na escola? Vive doente com infecções nas vias aéreas?

Fique atento a esses sinais. Seu filho pode estar respirando pela boca e essa característica pode alterar significativamente o crescimento da face e o desenvolvimento da dentição dele.

Neste texto vamos saber um pouco mais sobre a respiração bucal, suas causas e tratamentos.

O que é respiração bucal?

É uma alteração no padrão correto de respiração que deve ser feito pelo nariz, podendo ser apenas bucal ou misto (buco-nasal).

respiração bucal

O que causa a respiração bucal?

Veja abaixo as principais causas:

  1. Rinite alérgica – esta condição tem como um dos sintomas mais frequentes a obstrução nasal.
  2. Aumento da adenoide – comum nas crianças, o aumento da adenoide (e das amígdalas) pode levar a um quadro de respiração bucal e roncos durante a noite.
  3. Desvio de septo – um mal posicionamento da parede que separa internamente as duas cavidades nasais é um dos principais fatores da respiração bucal.
  4. Sinusites e pólipos nasais – provocam edemas nas paredes internas do nariz, causando obstrução.
  5. Mal formações da face – algumas síndromes, como a de Down, podem causar respiração bucal.

Esses fatores geralmente levam a obstrução nasal causando respiração bucal crônica. Deve-se prestar atenção em alguns sinais presentes na criança, como manter a boca aberta a maior parte do tempo, cabeça projetada para frente alterando a postura da coluna, além de uma posição da língua mais baixa, junto aos dentes inferiores.

Se a respiração bucal não for tratada, pode ocasionar alterações graves nos músculos e ossos da face, tórax e na coluna vertebral (postura).

Veja no vídeo abaixo algumas das alterações causadas pela síndrome do respirador bucal.

Devemos lembrar que 90% do crescimento da face está completo aos 12 anos. Portanto, quanto mais precoce for o tratamento, melhor o resultado.

O que devo observar no meu filho para saber se ele é um respirador bucal?

A lista de sinais e sintomas é grande. Devemos lembrar que a criança não precisa apresentar todos os itens para caracterizar uma respiração bucal.

Vamos à lista:

  1. Doenças respiratórias frequentes – rinite, otite, amigdalite (dor de garganta), bronquite aparecem com frequência.
  2. Boca sempre levemente aberta, com lábios ressecados e gengiva inflamada.
  3. Redução do apetite por diminuição da capacidade gustativa (dificuldade de sentir o sabor dos alimentos).
  4. Dormir de boca aberta, roncar e babar muito durante o sono.
  5. Crianças que não participam de brincadeiras que exigem esforço físico, como andar de bicicleta e jogar futebol, por exemplo.
  6. Baixo rendimento escolar causado pelas noites mal dormidas.
  7. Olheiras e aspecto cansado.
  8. Respiração com ruídos.
  9. Mastigação com ruídos e sempre de boca aberta (a criança precisa respirar enquanto se alimenta, portanto não adianta xingá-la por falta de educação).
  10. Nariz sempre “trancado”.
  11. Assimetria facial (um lado do rosto diferente do outro).
  12. Palato (“céu da boca’) profundo e maxila atrésica (o osso onde estão os dentes superiores é estreito).

respiração bucal

Além das características citadas acima, temos os problemas posturais como ombros caídos, projeção do abdômen e alterações na coluna. Essas alterações ocorrem porque a criança fica muito tempo com a boca aberta e sua língua passa a ficar em uma posição mais baixa. Para respirar melhor, a criança projeta a cabeça para frente, esticando o pescoço causando uma modificação na posição da coluna vertebral.

respirador bucal

Ok! Meu filho é respirador bucal. Como posso tratar essa síndrome?

A primeira coisa que precisamos entender é que o acompanhamento é multidisciplinar, ou seja, precisaremos de profissionais de diferentes áreas para que seu filho tenha o melhor tratamento.

Ortodontistas (dentista especialista em aparelhos dentários e ortopedia funcional), otorrinolaringologistas, alergistas, pediatras, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e psicólogos podem auxiliar no tratamento da síndrome do respirador bucal.

Algumas intervenções podem ser solicitadas, como a remoção cirúrgica de amígdalas e adenoides e também correção de desvio de septo.

Aparelhos ortodônticos e ortopédicos e acompanhamento fonoaudiológico para reeducação muscular e respiratória são necessários para o sucesso do tratamento.

Portanto, se você perceber que seu filho tem algumas das características citadas na lista acima, procure ajuda profissional.

Lembre-se que quanto mais cedo for o diagnóstico, maior a possibilidade de sucesso no tratamento e uma vida mais saudável para seu filho.

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Até a próxima semana.

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Um grande abraço a todos.

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