Skip to main content
restauração de amalgama

Trocar restaurações de amálgama é um bom negócio?

As famosas restaurações “escuras” tão odiadas por quem busca um sorriso estético.

Você tem?

Já pensou em retirar e trocar por resina composta na cor do dente?

Se respondeu sim, você não é o único.

Todos os dias pessoas chegam ao consultório solicitando a troca dessas restaurações porque são feias, escuras e não aparentam higiene.

restauraçao de amalgama
A atriz Julia Roberts possui restaurações de amálgama nos dentes posteriores.

Mas a pergunta do título é pertinente. Vale a pena trocar? Mexer em time que está ganhando é um bom negócio?

É o que vamos ver a seguir.

O que são restaurações de amálgama?

O amálgama é uma liga metálica constituída pela mistura de limalha de prata, estanho e cobre com mercúrio. Esse material foi muito utilizado no passado pela simplicidade da técnica, baixo custo, resistência e durabilidade.

restauraçao de amalgama

Seu principal ponto negativo na atualidade é a utilização do mercúrio, considerado um metal pesado (tóxico).  O órgão mais vulnerável é o sistema nervoso central e a intoxicação pode causar danos neurológicos. Outros sistemas, como o renal e o pulmonar também são susceptíveis à toxicidade.

Mas não se desespere! A quantidade de mercúrio utilizada em uma restauração é mínima, não sendo suficiente para causar danos. O alarde feito por alguns profissionais nos últimos tempos amaldiçoando o amálgama e pregando sua remoção é precipitada e injustificada. Os estudos científicos disponíveis são pouco conclusivos sobre a possibilidade de contaminação.

Então, devo ou não devo trocar?

Sabemos que o fator estético é o que mais pesa na decisão de trocar as restaurações escuras. Mas alguns fatores devem ser bem avaliados antes de indicar restaurações de resina composta.

Cavidades profundas – Restaurações muita profundas, com proximidade com a polpa coronária (nervo do dente) não devem ser trocadas. Existe a possibilidade de tratamento de canal caso o dente não responda bem à nova restauração.

Restaurações extensas – Restaurações enormes devem ser evitadas. A resina composta não possui a mesma resistência do amálgama e a troca pode ser prejudicial. Se o dente possui uma restauração extensa, talvez seja melhor pensar em peças em cerâmica (porcelana) como restaurações indiretas e próteses fixas.

Selamento marginal – A grande vantagem do amálgama em relação à resina composta é a capacidade de selar a interface entre o dente e a restauração com o passar do tempo. Isso significa que o amálgama impede que se formem espaços entre a restauração e o dente. Isso diminui consideravelmente a chance de infiltrações e presença de cáries.

Óbvio que a questão estética sempre deve ser “levada em conta”. Fazer radiografias interproximais dos dentes posteriores (dentes do fundo) e um exame clínico criterioso é o primeiro passo para a tomada de decisão.

Avaliar o custo x benefício é essencial. O paciente deve estar bem informado sobre a possibilidade de intercorrências devido à troca.

restauraçao de amalgama
Amálgama ou resina? Qual você prefere?

E cabe a nós, como profissionais, orientá-lo em sua escolha nos amparando no bom senso.

Se os riscos são mínimos ou aceitáveis, por que não ter um sorriso branco e mais bonito?

Ficou com dúvidas? Deixe nos comentários.

Até a próxima.

Um grande abraço a todos.

Deixe uma resposta


%d blogueiros gostam disto: